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Como interpretar estudos científicos sobre a alimentação?

Parece que todos os dias surgem novos estudos relacionados à alimentação, o que pode deixar as pessoas confusas. Você já não sabe mais que tipo de estudos devem ser levados a sério? O importante é saber interpretá-los. Na imagem acima, na base da pirâmide estão os níveis mais baixos de evidência e os mais altos no topo. Da próxima vez que ler uma notícia, como “estudo aponta que a gordura saturada causa doença cardíaca”, tente perceber onde na pirâmide se encaixa esse estudo.

O tipo de evidência importa e muito. Existem vários tipos de evidência científica, umas com peso maior e outras com peso menor.

Nem tudo que está na literatura científica é regra e deve ser levado ao pé da letra. A pressão para publicar é tão grande que muita coisa escrita acaba por não ter nenhum valor.

Referências científicas de menor peso

  1. Estudos in vitro: observar uma experiência fora de um organismo vivo. Onde é possível ver os processos bioquímicos em pratinhos de vidro (como fazíamos na escola). Podem ser úteis para testar medicamentos antes que estes sejam testados em animais e posteriormente em humanos.
  2. Opinião de especialista: quando um profissional diz o que acha de um certo assunto.
  3. Relatos de caso: histórias de um certo evento, narrado sob o ponto de vista do autor. Mas isso está restrito só à aquele caso. Por isso, não pode ser extrapolado para uma população.
  4. Experimentos em modelos animais. Especialmente em ratos. Isso não significa que o que vale em animais vale para nós. Por isso, os resultados não podem ser extrapolados para seres humanos. Esses experimentos levantam boas hipóteses, para depois serem testadas em humanos. Hipótese: suposição de algo.
  5. Estudos de caso de controle: São estudos observacionais epidemiológicos. É quando um pesquisador seleciona um grupo de pessoas com uma determinada doença e compara com um outro grupo de pessoas sem a tal doença. O investigador busca no passado a presença/ausência do fator de exposição (causa) e analisa os possíveis fatores associados à doença em questão. Este modelo pode levantar a hipótese da causa, não pode estabelecer causa e efeito. Pode levantar uma questão que posteriormente será analisada em um experimento. Causa e efeito: relação entre 2 efeitos consecutivos, sendo o segundo evento uma consequência do primeiro.
  6. Estudos de coorte. Neste modelo existe o acompanhamento (através de exames, questionários) de uma população que será analisada por vários anos (prospectivos) ou terá anos anteriores analisados (retrospectivos) a fim de identificar fatores de risco. É possível ver o risco absoluto e o risco coletivo de um evento e estudar o modo como a presença de um certo comportamento influencia o aparecimento de uma determinada doença.

    Referências científicas de maior peso
  7. Ensaios clínicos randomizados: estes sim devem ser levados em conta para comprovar uma teoria. Neste modelo, um grande número de pessoas é sorteada (randomizada) para 2 ou mais grupos e um destes grupos sofrerá uma intervenção (um experimento): uma dieta, treino, medicamento e o outro servirá de controle (não fará a intervenção). Este tipo de estudo pode sugerir causa e efeito.
  8. Ainda acima de tudo isso, estão as revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados: são as meta-análises. Uma revisão sistemática que reúne vários experimentos (ensaios clínicos randomizados) e analisa os dados chegando em uma conclusão. É importante para não estar a levantar conclusão de apenas 1 população.

Relativamente a perder peso, existem mais de 50 ensaios clínicos randomizados que demonstram a eficácia de uma alimentação baixa em hidratos de carbono.

Um caso que teve bastante repercussão foi o do medicamento Prempo (substituição hormonal). Ensaios clínicos randomizados foram apenas feitos em 1999 e 2002 e foi concluído que o risco de doença cardíaca aumentava quando tomava-se a medicação. Por 57 anos os médicos estavam a prescrever hormônios sintéticos sem realmente saber o verdadeiro efeito destes na saúde da mulher.

Hoje apenas 15% dos medicamentos prescritos na medicina convencional são apoiados por esse tipo de estudo.

Crédito da imagem: http://ortodontiadescomplicada.com.br/piramide-de-evidencia-cientifica-da-base-ao-topo/

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