Entrega grátis em Portugal para compras superiores a 40€

 - 
English
 - 
en
French
 - 
fr
German
 - 
de
Italian
 - 
it
Portuguese
 - 
pt
Russian
 - 
ru
Spanish
 - 
es
0
  • No products in the cart.
Síndrome do Ovário Poliquístico

Síndrome do Ovário Poliquístico: entenda e saiba como tratá-la

Após o seu diagnóstico, é perfeitamente normal que fique alarmada e com algumas preocupações. Questiona-se: o que é ao certo? Que complicações me trará? Poderei fazer alguma coisa?

De forma a ajudar, vou falar um pouco sobre a Síndrome do Ovário Poliquístico, para perceber o que é ao certo, o que lhe poderá afetar e caso haja alguma forma de actuar, como poderá fazer a diferença!

De uma forma simples, esta Síndrome afeta a componente hormonal do sistema reprodutor da mulher.

Existe um aumento na produção de androgénios, hormonas sexuais masculinas, que afetam o seu ciclo menstrual.

Este aumento na produção de androgénios fará com que haja inúmeros folículos ováricos sem maturação, não existindo ovulação – anovulação.  (A ovulação é quando o ovário liberta o óvulo).

Síndrome do Ovário Poliquístico

Assim sendo, as principais características clínicas desta Síndrome são:

  • a presença de hiperandrogenismo (excesso de produção de androgénios), com diferentes graus de manifestação clínica;
  • anovulação crónica.

Por ser uma Síndrome multifatorial, existem vários protocolos para o seu diagnóstico, dependendo da Sociedade Médica em que o médico se baseia:

Síndrome do Ovário Poliquístico

E, questiona-se , qual é a causa?

Apesar de ainda não ser clara, há inúmeros fatores que poderão estar implicados na etiologia da SOP:

  • Componente genética;
  • Fator metabólico pré e pós-natal;
  • Distúrbios endócrinos hereditários;
  • Fatores ambientes.

E quais são os sintomas?

  • Hirsutismo: presença de pelos em áreas características masculinas;
  • Acne;
  • Alopecia androgénica: queda de cabelo acentuada na zona superior;
  • Seborreia: caspa e/ou oleosidade;
  • Irregularidades menstruais: 
    • Amenorreia primária: ausência de menstruação aos 15 anos de idade (antes da menarca);
    • Amenorreia secundária: ausência de menstruação após menarca;
    • Oligomenorreia: ciclos menstruais longos, superiores a 35 dias;
    • Hemorragia uterina anormal.
  • Obesidade;
  • Resistência à Insulina;
  • Alterações do perfil lipídico;
  • Hipertensão;
  • Distúrbios psiquiátricos;

Síndrome do Ovário Poliquístico

 

  • Existe um aumento na secreção da hormona luteinizante (LH), com valores baixos ou no limite inferior do “normal” da hormona folículo estimulante (FSH); O que leva a um aumento da relação LH/FSH;
  • Quando há um aumento na secreção de LH, as células são estimuladas a produzir mais androgénios, principalmente testosterona, sem que haja a conversão proporcional deste androgénio em estradiol;
  • Como há uma menor produção de FSH, há uma maior dificuldade no crescimento do folículo até um estágio da maturação, acabando por ficar em estádios intermédios. Este fator é responsável pela morfologia poliquística.

 

síndrome dos ovários poliquisticos

Por outro lado:

  • Os níveis elevados de insulina vão promover o excesso de hormonas sexuais masculinas e disfunção dos ovários, através:
    • do aumento na produção de androgénios pelos ovários;
    • da alteração do padrão de secreção de LH, que por sua vez leva a uma desregulação dos ciclos menstruais;
    • da diminuição da síntese da proteína transportadora de hormonas sexuais (SHBG) pelo fígado (esta proteína é responsável pela ligação às hormonas sexuais). Quando a SHBG diminui, a fração livre (fração ativa da hormona) aumenta, que neste caso trata-se da testosterona.

Nota: as mulheres portadoras desta síndrome apresentam resistência à insulina e hiperinsulinémia compensatória independentemente de sofrerem ou não de obesidade.

E será que posso fazer a diferença? É claro que sim! 

Uma das primeiras abordagens para o tratamento é a alteração do estilo de vida: alimentação saudável e prática de exercício físico regular!

Ao contrário do que possa pensar, a alimentação desempenha um papel importante no tratamento desta síndrome. E porquê?

Para quem sofre de excesso de peso ou obesidade, um dos principais objetivos será melhorar a sua alimentação e perder o peso que tem em excesso. 

A perda de peso traz benefícios em inúmeros fatores:

  • Diminuição dos níveis de testosterona;
  • Aumento da concentração de SHBG;
  • Normalização dos ciclos menstruais;
  • Diminuição da resistência periférica à insulina;
  • Diminuição da dislipidemina;

Síndrome do Ovário Poliquístico

De uma forma geral, é recomendado o aumento do consumo de hortícolas, ter presente a fruta, cereais ricos em fibras (dar preferência aos integrais), leguminosas, redução do consumo de carnes vermelhas e dar preferência ao peixe. A “qualidade” gordura é também importante, visto ser necessário reduzir o consumo de gorduras saturadas.

Deverá evitar o consumo de alimentos refinados e industrializados, visto apresentarem um Índice Glicémico elevado, como é o caso dos sumos, refrigerantes, bolachas, entre outros. 

E será que a suplementação poderá ser um aliado

Poderá ser um aliado, e há alguns compostos que têm demonstrado resultados interessantes, como é o caso:

  • Mio-inositol: têm demonstrado eficácia na sensibilização à insulina como na vertente hormonal, regularizando a produção de androgénios pelo ovário; 
  • Vitamina D: o seu défice está relacionado à resistência à insulina, irregularidades ovulatórias e menstruais, infertilidade, hirsutismo e obesidade; será necessário monitorizar os seus valores;
  • Magnésio: a sua deficiência poderá contribuir para um desequilíbrio hormonal e é fundamental na produção de insulina.
  • Resveratrol: é um antioxidante, e para além de ajudar no stress oxidativo, têm demonstrado eficácia também a nível hormonal como da sensibilidade à insulina.

Se gostou, e pretende algum esclarecimento ou agendar uma consulta:

Contacte-nos para falarmos mais

Artigo publicado pela nutricionista Ana Santos.

 

×